15 de jan. de 2009

Eu preciso nos permitir liberdade. Enclausuro-te em mim, para que assim eu me prenda também. E me cego. Esqueço a razão, as falas, as estradas e simplesmente paro, meu caminho morto. É seguro não te dar espaço, pois também não o quero ter.Não verdadeiramente, porque adoro ser livre e sentir o gosto da vida pulsante, mas preciso me sentir assim acorrentada para que eu possa me considerar tua. É estranho, sei disso. Nunca consegui manter a sanidade quando julgava amar alguém, então imaginas agora que amo mesmo, o quanto difícil me é a vida real.Te amo, sem dúvida alguma. Amo-te de um amor descompromissado, enorme, vivo, mas ele não me cabe, às vezes, sufoca. Gosto dessa intensidade, só sei ser assim, me conheces bem pra saber que é verdade: sou sempre 8 ou 80. Perdoa essa falta de tato, de paladar, pra saber saborear nossa vida com toques leves e precisos. Aos poucos esses longos e desajeitados dedos compreendem teu espaço em mim, em nós, e se acomodam as curvas desse sentimento. Até que isso aconteça, te peço, amor da minha vida, um pouco mais da tua santa e incansável paciência.E mais uma vez agradeço por dividires teus dias comigo.

Um comentário:

Daniel Bohn Donada disse...

Pode acreditar, sei exatamente como tu se sentes...
Beijos maninha, te adoro do fundo do meu coração.