Hoje é um daqueles dias que preciso escrever, mas não tenho um tema específico.Só fica pulsando essa vontade em minha cabeça, como se tivesse esquecido de pagar uma conta, ou fechar as janelas porque vai chover.Preciso que as palavras saiam, simplesmente.Onde vão chegar ou por que precisam tanto sair, não tenho idéia! Percebo apenas que se não as libertar de mim vou enlouquecer ou sufocar, na melhor das hipóteses. O pior de tudo, é que sempre defendi a idéia de que: "se você não tem nada pra falar, permaneça de bico calado", e me vejo aqui, acrescentando quase nada a quem lê. Por falar em idéia, tadinha, vai perder o acento.Em compensação a palavra microondas vai ganhar um hífen bonitinho, justo agora que eu achei que nosso amável "tracinho" ia cair definitivamente.O governo realmente não tem nada pra fazer.Aprovar uma mudança nas regras gramaticais implica em tantas conseqüências - ou consequências?- desagradáveis. Primeiro, penso em quem está passando pela segunda, ou terceita mudança desse tipo.Com o passar dos anos o aprendizado fica cada vez mais penoso, e quem já viu mudar o português alguma vez já não tem a mesma capacidade de assimilar novas informações.Segundo, tem o pessoal do "meio do caminho", pessoas como eu, que terminaram a escola faz um tempinho - nada muito gigante, mas ainda assim relevante - e que não terão oportunidade de aprender nas salas de aula essas novas regras.Aliás, azar também dos "concurseiros", vestibulandos, entre outros.Em terceiro lugar, vejo o quanto isso poderá confundir as crianças que estão iniciando ou já participam do processo de alfabetização.É fato que as mudanças estarão valendo efetivamente a partir de 2012, mas é bom pensar que existem milhares de crianças começando a vida escolar agora, ou pior, estão no meio dela e pegarão mudanças consideravelmente drásticas no que aprenderam até então.
A vontade de unificar a língua portuguesa é bem interessante, porém irreal.Se até o inglês - idioma mundialmente reconhecido pela sua importância -, tem suas correntes britânicas e americanas, porque raios nossa língua tem que entrar na dança? Caso viesse aliado a essa mudança algum plano de governo que facilitaria a relação entre os países, até mesmo em se tratando da circulação de pessoas em território onde a língua falada é o português, tudo bem, legal, mas só mudar o que já vinha sendo ensinado, sinceramente, é querer tapar o sol com a peneira.A real intenção disso tudo não é a mudança em sí, é que com o advento da internet, as vendas de livros cairam drásticamente em função de tantos conteúdos disponíveis na rede, além de livros inteiros para download, e as editoras, para não perder mais mercado ainda, precisam dessa mudança para uma reciclagem dos livros que vagam pelas prateleiras. Imagine quanto sairá pra cada escola renovar sua biblioteca? E todos os professores adquirirem material novo? E os alunos? Vestibulandos, concurseiros, curiosos...Tem que haver muito dinheiro pra tudo isso.
Estava com a tv ligada e vi a notícia do nosso excelentíssimo presidente assinando o decreto agora a pouco, ele, eleito mesmo sem saber ler direito, mudando as regras que desconhece.Pelo menos, deveria ter sido decidido por plebiscitos, ou até pelos sindicatos dos professores, afinal são eles quem transmitem o português a nós. Simplesmente, temos que aceitar as novas regras e reaprender.Tomara que o Sr. Lula entre na onda e volte pra escola.






