29 de set. de 2008

Pra discutir...


Hoje é um daqueles dias que preciso escrever, mas não tenho um tema específico.Só fica pulsando essa vontade em minha cabeça, como se tivesse esquecido de pagar uma conta, ou fechar as janelas porque vai chover.Preciso que as palavras saiam, simplesmente.Onde vão chegar ou por que precisam tanto sair, não tenho idéia! Percebo apenas que se não as libertar de mim vou enlouquecer ou sufocar, na melhor das hipóteses. O pior de tudo, é que sempre defendi a idéia de que: "se você não tem nada pra falar, permaneça de bico calado", e me vejo aqui, acrescentando quase nada a quem lê. Por falar em idéia, tadinha, vai perder o acento.Em compensação a palavra microondas vai ganhar um hífen bonitinho, justo agora que eu achei que nosso amável "tracinho" ia cair definitivamente.O governo realmente não tem nada pra fazer.Aprovar uma mudança nas regras gramaticais implica em tantas conseqüências - ou consequências?- desagradáveis. Primeiro, penso em quem está passando pela segunda, ou terceita mudança desse tipo.Com o passar dos anos o aprendizado fica cada vez mais penoso, e quem já viu mudar o português alguma vez já não tem a mesma capacidade de assimilar novas informações.Segundo, tem o pessoal do "meio do caminho", pessoas como eu, que terminaram a escola faz um tempinho - nada muito gigante, mas ainda assim relevante - e que não terão oportunidade de aprender nas salas de aula essas novas regras.Aliás, azar também dos "concurseiros", vestibulandos, entre outros.Em terceiro lugar, vejo o quanto isso poderá confundir as crianças que estão iniciando ou já participam do processo de alfabetização.É fato que as mudanças estarão valendo efetivamente a partir de 2012, mas é bom pensar que existem milhares de crianças começando a vida escolar agora, ou pior, estão no meio dela e pegarão mudanças consideravelmente drásticas no que aprenderam até então.
A vontade de unificar a língua portuguesa é bem interessante, porém irreal.Se até o inglês - idioma mundialmente reconhecido pela sua importância -, tem suas correntes britânicas e americanas, porque raios nossa língua tem que entrar na dança? Caso viesse aliado a essa mudança algum plano de governo que facilitaria a relação entre os países, até mesmo em se tratando da circulação de pessoas em território onde a língua falada é o português, tudo bem, legal, mas só mudar o que já vinha sendo ensinado, sinceramente, é querer tapar o sol com a peneira.A real intenção disso tudo não é a mudança em sí, é que com o advento da internet, as vendas de livros cairam drásticamente em função de tantos conteúdos disponíveis na rede, além de livros inteiros para download, e as editoras, para não perder mais mercado ainda, precisam dessa mudança para uma reciclagem dos livros que vagam pelas prateleiras. Imagine quanto sairá pra cada escola renovar sua biblioteca? E todos os professores adquirirem material novo? E os alunos? Vestibulandos, concurseiros, curiosos...Tem que haver muito dinheiro pra tudo isso.
Estava com a tv ligada e vi a notícia do nosso excelentíssimo presidente assinando o decreto agora a pouco, ele, eleito mesmo sem saber ler direito, mudando as regras que desconhece.Pelo menos, deveria ter sido decidido por plebiscitos, ou até pelos sindicatos dos professores, afinal são eles quem transmitem o português a nós. Simplesmente, temos que aceitar as novas regras e reaprender.Tomara que o Sr. Lula entre na onda e volte pra escola.

28 de set. de 2008


Sinceridade é um defeito, pelo menos nos dias de hoje.Quando você se manifesta a respeito de algo que realmente não gostou, de uma forma direta, as pessoas estranham.É difícil aceitar isso, mas o mundo é um teatro: quem não encenar bem está fadado a ser alvo do ódio das massas - sejam elas grandes ou pequenas. Esconder os pensamentos deve fazer parte de crescer, e eu detesto toda essa hipocrisia.Sei que é cansativo falar coisas que não mudarão, porém acredito com todas as minhas forças que é melhor desabafar, mesmo que isso possa gerar discórdia.As pessoas tem medo de brigar.Na verdade, é o estresse que causa todas essas discussões que faz com que esses indivíduos acabem ativando o modo "instinto de sobrevivência" e não falam mais, nunca mais. Concordo que às vezes é necessário calar, contudo existem algumas coisas que Necessitam uma verbalização. Guardar mágoa, engolir sapo, destrói por dentro, e esse sim é um dano irreversível, tanto pra pessoa, quanto pros sentimentos dela. É preciso conversar, é preciso deixar claro tudo desde o começo, mesmo que custe algumas horas e lágrimas.Para proteger o amor que nasceram as palavras, tá, pra acabar com ele tbm, mas não vem ao caso aqui.No momento em que paramos de tentar argumentar é porque desistimos desse alguém, não tem jeito. =/

25 de set. de 2008

Inspiração...


Sim, dois posts no mesmo dia, estou inspirada.Na verdade, estou negligenciando meus estudos para me dedicar ao que me dá prazer: pensar sem o compromisso de achar uma resposta.É bom perguntar, repensar, tentar responder e não encontrar palavras.Essa sensação de impotência perante as palavras me instiga.Preciso pensar mais, ler mais, escrever bem mais pra me saciar.Ou melhor, pra me enganar, porque saciada eu não quero estar nunca!Imagino quanto vazio deve ser não mais se comunicar com as letras, com os versos.É triste só de imaginar uma folha em branco,pois ela nasceu pra dar forma a imaginação. Do branco que nascem os projetos, os desenhos, as canções.
Adoro escrever.Tento em cada frase traduzir o que sinto, como se sentimentos fossem passíveis de tradução, mas tentar não é pecado, ainda mais quando muitos nem ousam começar a rabiscar algumas linhas.Parece sempre existir um comprometimento com o formal, o culto, sendo que o princípio é a idéia, depois as letras, os sentidos, e só no fim, as regras gramaticais. Sei o quanto é bonito um texto bem escrito, porém existem formas de compreender a escrita correta e a informalidade.Quando o que foi escrito faz alguém pensar, nem que seja uma única pessoa - pode ser até quem escreveu o texto -, vale a pena.
Outra caracteristica que gosto de ter e ler é a dúvida.O excesso de traduções desmistifica a mensagem. O espaço ao questionamento é o que torna a mensagem importante.Deve ser por isso que gosto tanto que canções - pausa pra reflexão (!) -, elas sempre parecem dizer o que sou incapaz de expressar e que mesmo assim, sempre pensei e, nas palavras dos outros parece tão óbvio e tão perfeito, mas ainda assim inacabado, porque falta o que me caracteríza. Doido, né? Eu adoraria compor! Infelizmente, não descobri a fórmula das palavras cantadas, fico tão densa que cortaria os próprios pulsos depois da primeira canção.Também não tenho o "faro comercial" pra compor duas frases repetidas 20 vezes em 3 minutos e fazer sucesso.Que horror! Pareço estar desmerecendo os compositores de hoje, mas não é nada disso, a questão mesmo é que existem muitas músicas que grudam.Particularmente, detesto pagode, porém quem não sabe a letra, ou pelo menos esse trecho da música: "deixa acontecer naturalmente...", entre tantas outras que emplacaram como sucesso por ai? Compor, tanto pra grandes massas, quanto pra públicos elitizados, é um dom! Pena, porque esse eu não tenho mesmo...







Estava escrevendo um post imenso, sobre aprendizado e perdas, mas o computador fez o favor de me mostrar como é perder algo que se quer muito.Claro, não havia salvo! Mas o que tirei de bom nessa brincadeira, além do óbvio: salve seus documentos, é que a vida se encarrega de fazer com que o desnecessário seja deletado.Parece que um dia ela simplesmente te acorda e diz: "chega, vá viver" e pronto! Como por encanto as roupas da moda já não interessam mais, nem os garotinhos da balada, você tem contas a pagar e não recolheu a roupa, que lástima, choveu. E não é o mundo não que se transformou, ou aliens te abduziram, nada disso, é a maturidade. Existem bilhões de jeitos de mostrar que agora você não é mais o "bebêzinho do papai", mas todos esses caminhos levam sempre ao mesmo lugar: às responsabilidades.E são muitas! Como a vida adulta é difícil! Desejo fervorosamente voltar a ser criança, apesar de que nessas alturas do campeonato, o máximo que eu conseguiria era parecer uma retardada mental, já basta meu cabelo vermelho e o urso de pelúcia, que são resquícios suficientes da minha infância feliz. É engraçado que parei pra reparar também aqueles que se dizem prontos pra vida, e rio sozinha, porque a maioria esmagadora deles não tem nem noção de como realmente é viver. Não se é adulto negligenciando os afazeres, só limpar a casa não te torna tão mais maduro do que alguém que só estuda, de qualquer forma, o interessante é ter os dois. Percebi que crescer te possibilita exatamente isso: ser tudo! Mãe, empregada, amante, executiva, professora, mendiga - quem nunca anda com roupas velhas em casa, né? - psicóloga, motorista, camelô; entre uma infinidade de papéis que aprendemos - volutaria ou involuntariamente - a desempenhar. Então, podendo conhecer e explorar cada uma dessas alternativas, nem que seja um pouquinho, escolher uma só e nem tentar me parece pouco inteligente.Sei que é humanamente impossível e que super-heróis não existem de fato, mesmo assim, vale a pena arriscar. E não digo isso como lição de moral de gente velha, escrevo por que também preciso me conscientizar disso.É como se não bastasse a vida ter me acordado, é como se eu precisasse de um chacoalhão.Penso, inclusive, que se passou tão rápido e a vida adulta veio tão sem aviso prévio, que o resto das etapas provavelmente também virá assim, de sopetão, por isso é necessário viver bem até o próximo despertar. E das lições que tiramos no caminho, o importante é não se apegar às abóboras inteiras, precisando carregar algo, leve só as sementes, é bem mais leve.São ensinamentos básicos que às vezes, na correria, não percebemos, mas Lya Luft já disse uma vez: "das perdas, é preciso perdê-las".Não adianta passar a vida carregando o fardo das dores passadas, nem dos fracassos ou desilusões.Quando decidires qual estrada, leva o mínimo, pra que tu mesmo não atrapalhe teu caminho; os obstáculos que fatalmente aparecerão já são incomodações suficientes para que tenhas que pensar em mágoas pessoais.Sei o quanto é difícil esquecer algo que realmente nos causa sofrimento, mas pense no quanto bom é descobrir-se e limpar-se.Várias vezes passa a idéia de que não consigo mais e com o que resta de esforço, dobro a esquina e lá vem o sol no meu rosto, como que pra mostrar que ainda vale a pena. Alguns dos pesos mais imobolizantes estou deixando pra trás, ao menos, estou tentando deixá-los, como o próprio medo de perder.Soa engraçado, mas vivi minha vida antecipando os acontecimentos e indo embora.Perder, propriamente dito, nunca foi parte do plano, era como se eu necessitasse sair vitoriosa sempre, mesmo que isso custasse o desfecho da história, que eu jamais iria ver.Era seguro não perder.E ficava ali, como diria Clarice Lispector, com a minha "terceira perna", ela era inútil, mas me dava uma sensação de estabilidade que eu sabia não tem ser ela.Agora caminhar com três pernas é, no mínimo, difícil e, se dá pra continuar seguindo só com duas, porque carregar o peso morto só pra ter algo pra segurar? Tá, é uma pergunta retórica.Nem eu sei a resposta.O que sei é que no momento em que se toma consciência dessa terceira perna, não fazer nada não é uma opção! Ela está ali, você a viu, ela é sua: mova-se! Não há mais escapatória.Nessas horas penso em frases batidas como "o que os olhos não vêem, o coração não sente" e penso que é por ai mesmo, mas depois que os olhos se dão conta, a possibilidade do resto não sentir é nula. Parece com o despertar de um sonho bom, mesmo que tente voltar a dormir, as coisas não serão as mesmas.Aquela sensação de ilusão é maravilhosa e benéfica, até o momento em que cessa, ai, é fatal. Posso até arriscar o palpite que a cada "despertar" você não é mais a pessoa que dormiu na noite anterior.Uma das amarras dos sonhos de libertou e a realidade te deu uma eletrocutada básica, só pra provar que ainda está ali. Sabe, não é ruim estar com os pés no chão, o que é mais prejudicial é o tombo ao término de uma utopia.Feliz, ou infelizmente, faz parte de crescer.

Só não esqueça de salvar ... ;** por que o bom, deve permanecer.

22 de set. de 2008

Pra desabafar...(pulem esse post, pls)

O amor precisa de beleza, é seu alimento.Caso contrário, não haveria frases como "quem ama o feio, bonito lhe parece","quem vê cara não vê coração", porque se o amor se bastasse na feiura, a nossa premissa seria algo como "é possível amar alguém fisicamente detestável" ou "ninguém liga pra aparência, é preciso apenas olhar para o que a pessoa é verdadeiramente". Claro, existem diversas formas de beleza, não tenho como condenar alguém que prefere a Cameron Diaz a Angelina Jolie, ou a Lucy Liu a Nicole Kidman, mas é inegável o quanto elas são bonitas - lindíssimas, eu diria.Não é preciso ser uma deusa do cinema para ser amada, existe sim amor em meios comuns, apesar de que quanto mais bela você for, mais confiante, consequentemente, mais atraente e com maiores probabilidades de conquistar o homem que quiser, seja ele qual for.

E o que fazer quando Hollywood é longe demais?

Acredito realmente estar passando por alguma crise dessas existenciais,e, sinceramente, nem sei como reverter.Quando alguém mil vezes mais interessante que você aparece e se pronuncia dona(o) do lugar em que até então era o seu, o que deve ser feito? Levantei algumas alternativas e nenhuma delas me parece coerente, não sei explicar, mas quando você ama alguém quer o melhor pra essa pessoa, certo? E se o melhor estiver em outra pessoa? Como fica uma situação dessas? Sei que existe a vontade do outro envolvida nessa coisa toda, contudo e se até ele concordar que o que apareceu é mais belo, mais atraente, mais instigante?

Minha auto-estima já tende ao suicídio, imagina o quanto dói ouvir algo assim da pessoa que eu amo. Fogo, né? Não sei mesmo se isso deveria me preocupar, ou me estressar da forma como está acontecendo.Não tenho noção alguma de como lidar com isso. Sou baixinha, morena, desinteressante e com cabelo feio, vivo em dieta x efeito sanfona e nunca me sinto bem.É um saco conviver com uma pessoa assim, mas não tentar me dar uma forcinha tbm não facilita em nada.

Tô mesmo perdida no que pensar.Só sei que Vinicius já me alertou previamente "as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental"

17 de set. de 2008

Pra escolher...


Não quero ter filhos, escondam as pedras novamente! Vejo com bons olhos as mulheres que dedicam 9 meses da sua vida gerando um ser que vai exigir cuidados infinitamente, mas particularmente, eu não pretendo passar por isso.Meu namorado diz que é da idade, que logo mudarei de idéia, já minha mãe já chora a "falta" dos netinhos que não terá.Na verdade, tecnicamente meu filho não será realmente - biologicamente - neto dela, ou filho dele, contudo será nossa criança, nascida de uma escolha que não fiz e que mesmo assim tomei pra mim.Vou adotar! Acredito que nosso mundo, aquele que conhecemos com água abundante e ar possível de respirar está com os dias contados e se eu puder fazer algo além do básico que aprendemos como separar o lixo, ou n demorar no banho eu o farei.Uma criança que vai pra adoção necessita de pais, ela não teve escolha, nem ao nascer, nem ao viver, então me propus a uns 3 anos a não colocar mais gente nesse planetinha lotado e totalmente caótico e sim cuidar daqueles que já estão aqui por qualquer razão que fosse.Sinto-me muito bem por ter feito essa opção e acredito que se cada casal tivesse seu filho biológico e um filho adotivo, a umanidade seria tão melhor.Não é fácil desenvolver amor, cuidado, respeito por outro ser, ainda mais um ser estranho que não nasceu das entranhas da pessoa que você ama, ou de você mesma, porém esse exercício de compaixão, de empatia, de solidariedade facilitaria em muito o resto do convívio social.E ainda por cima, mostraria a nossas crianças a conviver com o diferente, a amar o próximo, a respeitar, porque os maiores exemplos feliz - ou infelizmente - vem de dentro de casa.
Não estou fazendo uma campanha sobre "Não ter filho", bem pelo contrário, porque quero tê-lo, mas sim uma conscientização a respeito das escolhas que temos obrigação de fazer. É sempre bom pensar antes de fazer...

16 de set. de 2008

Eu não acredito em destino! Sei que corro o risco de estar sendo tremendamente injusta com Deus, mas fazer o quê? Até agora ele só me provou ser indiferente a nós, meros mortais, ou ser muito arrogante e sádico, o que a meu ver não é lá algo que o ser supremo teria como características de personalidade. Estar destinado a algo me faz pensar que não tenho livre arbítrio, nem sorte, diga-se de passagem.Que tédio! Prefiro crer que tudo que sou, tudo que ainda vou adquirir vem das escolhas que fiz e farei, das consequências que encarei no lombo - sozinha ou não.Ter em mente que algo está traçado faz com que a busca não faça sentido, afinal, pra que correr atrás de algo que mais cedo ou mais tarde vai vir pra você mesmo? É terrível pensar que o amor da sua vida, aquele pelo qual você dedicou tempo para as pequenas conquitas como ser aprovado na família, cuidar quando o outro estava doente, tapar nas noites frias, dar presentes, café da manhã e todas essas coisas lindas que só os casais apaixonados sabem fazer e que ainda você deixou de ir a diversos lugares, respirou fundo e encarou as mais difíceis provações possíveis seria o seu "big love" independente desse esforço todo ou não. o.o" Credo!!
Adoro ver como eu me formei, como paguei caro por teimosia, desobedeci, briguei demais, aprendi tão pouco e ainda assim estou sempre inovando, buscando novos lugares, pessoas, idéias pra ver se me sinto completa.E essa sensação não é ruim, porque se perdermos a esperança de buscar o novo independente da vida que se apresenta, simplesmente acabou. Não vai fazer mais sentido sorrir, sair na rua, regar as plantas ou mexer no msn.Vai ser tudo igual. Talvez até exista o destino, mas na minha cabeça, ele só serve como desculpa pras escolhas que as pessoas não tem coragem de fazer.Quem nunca ouviu aquele discurso piegas de "tinha que ser assim".Tinha mesmo? Será que nada poderia ter sido mudado nessa realidade? É horrível ter em mente que existem bastantes indivíduos que convivem com essa conformidade toda.Tem gente que nunca vai mudar por medo de perder o que era seguro, mas se uma pessoa dessas acredita em destino, o que a faz ser tão acomodada?Acredito que deve passar pela mente desse povo pelo menos uma vez na vida que eles não merecem o que tem - ou não tem né?Quem definiu que eles deveriam sofrer, casar sem amor, trabalhar em funções que não os agradam de forma alguma ou mesmo cortar o cabelo porque está na moda? Se Deus existe mesmo ele quer que as pessoas sejam felizes, mesmo que isso seja conquistado a custa de algum suor e lágrima.Apesar de ser atéia não praticante -? - acabei sendo criada em uma família católica e em colégio de padres, então lembro de uma passagem da bíblia em que falava algo sobre tostões.Era algo como multiplicar o tesouro que você tem e não enterrá-lo no jardim.Acho que no fundo a mensagem é essa: conforme-se e viva pelas tabelas uma vida que simplesmente aconteceu pra você ou corra, se desmanche, chore, sorria e conquiste sua estrada, seus tijolos e seus direitos a construção...Particularmente, nunca gostei de nada meio termo, meio morno, sou do quente ou frio, chuva ou sol e aos acomodados só tenho uma coisa a dizer: Você está colhendo o que você não fez. ;)

15 de set. de 2008

Pra começar.....


Adoro os vilões, mas andei pensando no que os define. Loucura? Ambiente? Personalidade? E cheguei a uma conclusão bastante engraçada, acho que eles são criados pela família.Antes que as pedras voem impiedosamente em minha direção, vamos analisar com calma o que me fez chegar a essa premissa tão perturbadora.
O indivíduo nasce com características genéticas que o tornam mais propícios -ou não - a um determinado comportamento, mas isso não é um fator preponderante para definir a sua personalidade.O meio em que as pessoas vivem tem uma influência direta no comportamento, desde vesturário até na forma de pensar e a família é o primeiro referencial que qualquer um tem, então, tudo que é feito nos primeiros anos de vida afeta diretamente a formação pessoal da criança.Estudos indicam que pessoas que sofreram violência física quando pequenos tendem a repetir o comportamento posteriormente nos seus próprios filhos, alguns casos até mesmo em conjuges e afins.Imagine só, se uma palmada pode afetar a vida toda de uma criança, agressões - verbais e físicas - constantes podem tornar uma pessoa potencialmente boa em um monstro.Em contrapartida, um meio muito superprotetor gera um indivíduo dependente emocionalmente de elogios, de cuidados, de carinho díários e com pouquíssima estrutura para enfrentar a realidade, criando assim depressivos, esquizofrênicos, entre uma série de outros problemas que podem surgir ao longo da vida dessa pessoa. Um vilão que é tão triste que não vê sentido nas coisas é potencialmente tão perigoso quanto o que comete violências gratuitas, pois a infelicidade faz com que ele não tema a morte, aceitando riscos maiores para prejudicar alguém ou mesmo querendo levar consigo o maior número de pessoas.Como diria minha vó: tema os infelizes!É terrível enxergar uma verdade tão dura de forma tão crua, mas nem sempre se pode esconder o óbvio: família é tudo! Quer você queira, ou não.