
Adoro os vilões, mas andei pensando no que os define. Loucura? Ambiente? Personalidade? E cheguei a uma conclusão bastante engraçada, acho que eles são criados pela família.Antes que as pedras voem impiedosamente em minha direção, vamos analisar com calma o que me fez chegar a essa premissa tão perturbadora.
O indivíduo nasce com características genéticas que o tornam mais propícios -ou não - a um determinado comportamento, mas isso não é um fator preponderante para definir a sua personalidade.O meio em que as pessoas vivem tem uma influência direta no comportamento, desde vesturário até na forma de pensar e a família é o primeiro referencial que qualquer um tem, então, tudo que é feito nos primeiros anos de vida afeta diretamente a formação pessoal da criança.Estudos indicam que pessoas que sofreram violência física quando pequenos tendem a repetir o comportamento posteriormente nos seus próprios filhos, alguns casos até mesmo em conjuges e afins.Imagine só, se uma palmada pode afetar a vida toda de uma criança, agressões - verbais e físicas - constantes podem tornar uma pessoa potencialmente boa em um monstro.Em contrapartida, um meio muito superprotetor gera um indivíduo dependente emocionalmente de elogios, de cuidados, de carinho díários e com pouquíssima estrutura para enfrentar a realidade, criando assim depressivos, esquizofrênicos, entre uma série de outros problemas que podem surgir ao longo da vida dessa pessoa. Um vilão que é tão triste que não vê sentido nas coisas é potencialmente tão perigoso quanto o que comete violências gratuitas, pois a infelicidade faz com que ele não tema a morte, aceitando riscos maiores para prejudicar alguém ou mesmo querendo levar consigo o maior número de pessoas.Como diria minha vó: tema os infelizes!É terrível enxergar uma verdade tão dura de forma tão crua, mas nem sempre se pode esconder o óbvio: família é tudo! Quer você queira, ou não.

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