28 de out. de 2008

Nunca achei que um "Casa comigo?" viria em tão boa hora!

13 de out. de 2008

Um lugar para poder repousar.Às vezes parece simples, mas não é.O nosso lar é como um abrigo do mundo, um universo paralelo. Não sei ainda, se não sou desse planeta, ou se realmente não me encontrei, porém me sinto tão sem mundo. Parece que sempre que me sinto em casa tenho que partir.É tão cansativo e dolorido.Não aguento mais arrumar malas pra morar com os outros.Não aguento mais ouvir que "aqui não é o lugar dela" ou coisas do gênero. É complicado não ter um objeto que seja meu em lugar nenhum.Tudo é dos outros, escolhido e projetado por quem comprou.Minhas crenças, minhas roupas, meus livros, estão no canto que couber, se couber. Preciso de espaço e de vida em mim.Percebi que me podo a cada dia. No momento que calo, que escondo meu anticoncepcional, que guardo meus bibelôs no armário, ou deixo minhas calcinhas numa mala, estou me submetendo a morar numa casa que não me comporta. E quem conhece minha história sabe por quantas vezes eu passei por isso.É um porre, sinto-me de favor desde os 13 anos, e na verdade, estou mesmo.Sei que tenho, agora, minha casa, com meus pais e que minha bisa também faz questão que eu esteja aqui com ela.Infelizmente, provei o gosto da liberdade, agora não quero mais essa falta de espaço.Preciso do meu lar. Gosto de cozinhar, de limpar o chão e de ficar em silêncio; gosto da cia do meu namorado sempre que possível e de amigos pra jantar.Gosto de deixar a louça pra daqui a meia hora, mas não pro dia seguinte.E adoro ouvir o som da tv enquanto faço outra coisa.Estou ficando velha e cheia de manias, não quero mais abrir mão do meu lugar, apesar de ainda não o ter encontrado.

9 de out. de 2008

Nunca tinha me deparado com a frase: "é a tua cara".Achei engraçado! Hoje olharam pra mim e disseram que o curso de Relações Públicas combina comigo, e não foi uma ou duas pessoas, foram várias. Estranhamente me deu uma vontade imensa de rir e um alívio enorme.Traduzindo: exit. Finalmente avistei minha plaquinha de saída.Vocação resolvida? Espero que sim! Estou confiante que essa paz aqui dentro queira dizer algo mais do que simplesmente "escolhi algo".

*
Existem muitas definições da atividade de relações públicas. Contudo, a definição oficial da Associação Brasileira de Relações Públicas é a seguinte: “Entende-se por Relações Públicas o esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração, para estabelecer uma organização, pública ou privada, e seu pessoal, assim como entre essa organização e todos os grupos aos quais está ligada, direta ou indiretamente” (ABRP, 2005).*

Desejem-me sorte! ;**

8 de out. de 2008

Força! Força! Força!

"Já se pode ver ao longe

A senhora com a lata na cabeça

Equilibrando a lata vesga

Mais do que o corpo dita

O que faz e equilíbrio cego

A lata não mostra

O corpo que entorta

Pra lata ficar reta

Pra cada braço uma força

De força não geme uma nota

A lata só cerca, não leva

A água na estrada morta

E a força nunca seca

Pra água que é tão pouca"

(Força que nunca seca)


Vamos em frente...
Por amor.
Estou exausta e sem chão, não necessariamente nessa mesma ordem.Queria ter mais bateria pra aguentar o tranco, mas não tenho.Estou tentando.Juro! Engoli tudo que veio, seco, ácido e tentei parecer o mais forte e otimista possível.Preciso, agora, desabar.Desde ontem chorei sozinha, quieta, contei com o colo do homem que amo, só não deixei que as pessoas que acredito também estarem tão abaladas quanto eu me vissem fraquejar, a noite estava por vir. Faz 1h que sai de lá, foram longas 13h de plantão e se meu corpo tivesse permitido, acho que não teria saido dali. Nunca, de todas as coisas que passei, senti tanta impotência.Quando o problema era comigo, podia fugir, enfrentar bravamente, ou simplesmente tentar fingir que não existe - como meu problema de estômago.Porém da forma como está, não posso fazer nada mais do que acompanhar e orar, se Deus ouvir ele sabe que eu tentei. Queria poder dar minha força, minha vida, tudo, pra ela.Um dos meus maiores amores ali, deitadinha, sem comer...enquanto o pastel da janta revirava na minha garganta, sem saber direito o rumo que devia tomar. É tudo tão frágil e pequeno.Por quê? A idade deveria nos dar solidez, não falta de ar, de vida, pois é o auge da existência do ser humano.É na velhice que nos tornamos plenos.Já fomos tudo! Injusto.Depois do tudo, o nada.Prova, Deus, que tu tá ai.Eu, pagã, atéia, qualquer coisa que me afastasse de ti, estou pedindo ajuda.Não basta?

Ps a Deus: se teu sinal foi mandar aqui em casa agora uma freira querendo cobrar da minha vó, inclusive querendo ir ao hospital pra isso, começamos com o pé esquerdo.

6 de out. de 2008


Parece que sempre estou buscando aprovação dos outros. Não sei se foi minha criação que me tornou assim tão dependente ou se eu mesma que não criei a força necessária para ser eu mesma, por mim. Carrego em meus ombros a estranha sensação da estranheza total, de me sentir completamente deslocada no mundo.É como se eu ainda não tivesse descoberto meu lugar ao sol, como se eu, a peça do quebra-cabeça, estivesse na caixa errada. Caminho pelas ruas e observo o fluxo de pessoas, elas parecem tão adaptadas.Olho pra mim no vidro do carro: cabelos roxos; tatooagens a mostra; um olhar cheio de emoções indescritíveis; bermuda, quando mulheres da minha idade já vestem calças; e um ar infantil, de quem não sabe o que quer. Sim! Estou perdida. Sinto-me tão pequena nessa vastidão do mundo que qualquer migalha pesa toneladas. Quando eu pude escolher entre sair da redoma de vidro ou continuar ali, minhas pernas não tiveram força pra me fazer seguir.Porta aberta.Estava livre agora, mas não, eu não sabia pra onde caminhar. Deve ser como um pássaro a muito na gaiola, aquieta-se, acostuma-se e no fim, até gosta, ninguém o impede de cantar, só de voar.Um preço alto? Talvez! Mas há nisso tudo a segurança de ter grades em volta e de sempre ter alguém pra decidir por você. Sempre que pude optar, errei. Parece cômico, sei disso, porém é verdade. Por que com tanta experiência de vida ainda não sou apta a escolher e seguir em frente? "Quem roubou nossa coragem?", sábio Renato Russo. Essa semana tenho que decidir o que fazer do resto da minha vida. Drástico, contudo, verdade. Inscrições abertas para o vestibular UFRGS 2009. Sei que é uma das poucas chances que tenho, acredito que vou passar, não pelo esforço de estar estudando tanto - estou, mas n qto deveria - mas por acreditar que sou capaz.A questão é: pra quê? Penso muito e não chego a conclusão nenhuma. Nunca sonhei em ser médica, ou advogada, nem nada do gênero, a verdade, é que acho que nunca sonhei com nada. Futuro foi sempre tão incerto e imprevisível que nunca verdadeiramente me fixei a nada, simplesmente fui no embalo.Agora, que o embalo acabou, preciso dos meus braços pra nadar...força, força, força!

"
Se eu desafiar, incomodarei Vez em quando bate um vento por aqui Abro as minhas asas pra tentar subir Mas com tanto tempo preso a essas grades, me esqueci E agora tenho medo de cair Tiê, Venha das alturas me salvar No maciço da Tijuca pousará Onde as nuvens se debruçam E eu não canso de esperar Sua liberdade me libertará Abra as suas asas Vai sem medo, vai Vai ganhar o céu Quem provou da liberdade não terminará Preso as próprias grades Um dia eu vou voar Eu já vivi no ar" (Jorge Vercilo)

Não há mais vagas.Meu coração está lotado.Preencheu-se com apenas uma pessoa, mas essa já lhe basta muito. Basta para dormir e acordar todos os dias apenas desejando um reencontro, um carinho no cabelo, um abraço daqueles de parar o mundo. Estou plena, dele. O amor que tenho não me cabe e me satisfaz, como se aquele espaço sempre estivesse esperando aquele homem chegar.Não podia ser qualquer outro, por melhor que fosse, tinha de ser ele ali, perfeito, pra mim. Cada vírgula daquele corpo completa meus espaços em branco, cada palavra dita - ou não - faz de mim novamente apaixonada.E só Deus sabe quanto é difícil se apaixonar por alguém todos os dias, é trabalhoso, mas quando ele me olha: sorriso meigo, óculos escorregando na face; tudo pára.

Coração aquieta mansinho, como se o próprio pulsar fosse demasiadamente alto demais para aquele momento; em seguida, incontendo-se, perde o compasso e acelera parecendo que vai sair pela boca.Lágrimas brotam nos olhos.Corpo treme.Respiração encurta.Pronto! Fácil assim: estou apaixonada novamente. E ele não fez nada demais, não desce de pára-quedas na minha janela, ou pediu minha mão em casamento.Simplesmente, olhou pra mim e me fez feliz. Não compreendo muito bem como funciona a paixão, só sei que é um sentimento que passa muito rápido, até por ser intenso demais, porém é renovável, pode ser diário, como acontece comigo. Aliás, talvez essa constante renovação seja enfim o Amor que tanto tentei desvendar...seria engraçado descobrir o amor assim, num dia de sol, sozinha em casa com meu copo de coca zero em cima da mesinha e os livros jogados por todos os cantos. Estou só, mas não me sinto assim. Estou respirando a saudade do homem que amo, beijo o espaço da casa que ele usou, enxergo seus dedos passeando distraidamente pelos cômodos.É como se ele nunca estivesse ausente de mim.


Amor combina com "diariamente"...

5 de out. de 2008

Eu sei que é utópico, mas o que aconteceria se hoje ninguém saisse às ruas pra votar? Qual a atitude do governo frente a isso? Teriam novas eleições? Uma tentativa desesperada de "conscientizar" os cidadãos da importância do voto? Não sei. É bom sonhar, hoje, eu VOTO NULO.

Não por que eu não acredite em alguém na política, sempre há um honesto - eu não sei qual, nem adianta perguntar - a questão mesmo é que eu não me envolvi nisso nesses anos que passaram.Tanto fez Fogaça, Raul Ponte, ou qualquer outro que tenha ocupado o cargo ali em cima, na minha cabeça, nada mudou. Vejo pelas ruas pequenas inovações como mais lixeiras públicas em pontos estratégicos da cidade, de fato é uma mudança boa a se fazer, mas ainda está longe de ser o principal. Nossos professores continuam ganhando pouco, a segurança da cidade está cada vez pior, tudo escuro, pelo menos aqui pras minhas bandas... Seria tão bom se existissem representantes de cada bairro e que esses se reunissem periodicamente pra tratar das coisas que são e não são feitas em cada ponto da nossa cidade, ai sim saberíamos se quem nos governa é realmente bom.

Enfim...
tô indo votar.
bjs o/

2 de out. de 2008


É mais fácil saber quando não é amor, do que quando realmente é.

Se for muito rápido, é paixão
se passar, era ilusão
se pesar demais, é submissão
se for muito fácil, é dominação
se for muito dolorido, é masoquismo
se for sem sexo, é amizade
se for por dinheiro, é conveniência
se for por carência, é um grande erro
se for por tédio, é uma distração
se for por sexo, é tesão
se for em opostos, é atração
se for pra esquecer outro, é mentira
se for só carinho, é companheirismo
se for programado, é escolha

(já li algo parecido em algum lugar, mas não é cópia, são as viagens das 2:20 da manhã)

Acredito que a única característica irrefutável do amor é a doação, mas aquela que não exige nada em troca, que se realiza ao ver o ser amado feliz e pronto, só isso,
essa é a base desse sentimento.. Amor de mãe é assim, amigos tbm - salvo exceções -,e pra mim esses são os exemplos mais puros e claros de amar verdadeiramente.