15 de jan. de 2009

Dia desses ouvi a história da bailarina.Conheces? Fala a respeito de persistir e tornar-se aquilo que se sonha, ou simplesmente desistir.Instantaneamente, acabei por me identificar com aquela que torna fagulhas em teatros e traumas, que desiste e foge por medo do fracasso. Percebi que sempre corri de tudo e acho que me entendi humana assim. Outra coisa que descobri nessas tantas é uma batalha só pe ganha com luta, e quanto mais dura, mais difícil, mais intransponível, melhor é o sabor da conquista. Piegas? Completamente. Mas quem nunca se deparou com um óbvio complicadíssimo de se compreender verdadeiramente? Pois bem. Tive o melhor e o pior ano da minha vida, dividido graciosamente em dois semestres: o primeiro, da vida normal; o segundo, das tragédias gregas. E claro, a parte dramática veio acompanhada de um vestibular, o aniversário de 21, um "casamento", e uma grande desavença. Sem contar tpm, calor e 7 kg a mais. Não pense que estou reclamando, quero apenas que perceba como eu o quanto tudo sempre tende ao equilíbrio.Caos? Que nada! O equilíbrio é muito mais assustador que viver simplesmente em constante instabilidade. Consegues imaginar o tédio?É conveniente que as pessoas em geral acreditem na desordem, ela vende, assusta, promove a fé. Já a balança imóvel, ao centro, é verdadeiramente cansativa. Voltando ao assunto, de súbito recebi o que dei, e vice-versa, nem mais nem menos.Antes, na infância, era habituada a ganhar sempre mais, condição de menina mimada, de única bisneta entre uma tribo de mulheres efetivamente insuperáveis - tanto pelas qualidades, quanto defeitos.Acho, contudo, que a vida adulta me trouxe a tão desconhecida e proclamada justiça.Palavra bonita, mas de pouca efetividade na maioria das vezes. Do ano que tive, conquistei o que fatalmente seria meu, pelo esforço, pelo destino, ou por todos eles juntos, e perdi o que iminentemente seria tirado de mim em função da minha falta de dedicação.Simplesmente, justo. 2008 foi o ano dos valores, das medidas, das viradas e dos pesos. Acredito, inclusive, que não tenha sido só pra mim, pois vejo ao redor mudanças significativas em todos que me cercam, aqueles que os cercam também, e assim por diante. Consegue sentir ?

2 comentários:

Daniel Bohn Donada disse...

Sim, consigo sentir melhor do que imagina...
Nesse ano que passou eu perdi muito mais do que ganhei, na verdade só perdi.
Vi um sonho ir por água a baixo, perdi um bom emprego por consequencia deste sonho não realizado, perdi a mulher que eu amo e, por fim, estou perdendo a autoestima devido a isso tudo.
Só não perdi minha fé, que me da força pra continuar lutando e seguir em frente.
Claro, também mantive minha família e meus amigos. Se os perdesse também, não sei se minha fé seria forte o bastante pra não ruir.
Então, como pode ver, sinto muito muito bem a intensidade disso tudo que disseste e a compreendo bem... queria que vc nunca passasse por isso, mas infelizmente não posso te protejer da vida e sim ajudar-te a enfrentá-la.
Beijos maninha, te amo.

SP disse...

Pareces comigo?Me sinto honrada, és melhor, linda e amada filha em todos os sentidos.Escreces melhor, assumes melhor.Mas é bom demais saber que algo meu ficou, a parte boa.Te amo e a saudade adensa o que sinto.Ser tua mãe foi a melhor parte da minha vida.