6 de jul. de 2009

Há algo nele que não sossega. Uma inquietude no corpo, nas mãos, que o tornam único e louco.Há nele um tom jovial demais pra alma velha que carrega naquele corpo forte. Há nele um mundo de sonhos palpáveis e idéias sólidas, quase instrasponíveis e inatingíveis. Há algo naquele olho indefinidamente castelhano que me despe instantaneamente, que me torna tímida e casta. Há nele uma fartura de frutos maduros, de germinação, de colheita, que é impossível dizer que ao lado dele não tenho nada. Há, no homem que é música, uma realidade paralela a minha, que me enlouquece. Há nesse menino levado, tão belas mãos que me confundem, as queria pra mim, mas não dele, que é meu...Há no viver com ele uma vida que jamais sonhei e sempre quis: uma varanda, filhos correndo - 3 -, fotógrafos na janela e muita música e dança. Há no dia, há na noite, esse de quem vos falo.Ele é um equilíbrio da balança que das estrelas o guia.Meu equilíbrio sombrio de amor e sexo, de fogo e frio, de criança e velho, de hoje e sempre. Há algo nele que o torna meu sem que eu precise ser mais do que sou, dele.

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